Paulo Franke

10 fevereiro, 2018

Ja pulei carnaval... pasmem! Ah! inocentes anos 50.


Acreditem se quiserem! 
Eu no único baile de carnaval do qual participei, com 16 anos, no Clube Ipiranga, na cidade gaúcha de Bento Golçalves, onde morava meu tio engenheiro com o qual passei férias na serra gaúcha (meu primo e amigo Luiz era recém-nascido).


O Carnaval de rua em Pelotas teve seu tempo áureo nos anos 50, com desfiles de luxo e muita animação. O concurso das escolas de samba surgiu em 1953, registra a história da cidade. Adolescente, era uma festa muito esperada por mim que em um certo tempo gostava de pular atrás dos blocos que passavam na rua XV de Novembro (foto). Multidões lotavam esta rua, inclusive famílias que alugavam cadeiras na calçada para ver os desfiles.




Uma das marchinhas da época dizia: "Eu vou sair de fã, já comprei minha fantasia; no meu bloco vai a Linda, a Emilinha, Marlene, Isaurinha e a Ângela Maria."

A foto é do Cine Avenida, na Avenida Bento Gonçalves, a dois quarteirões de onde morávamos. As cantoras da Radio Nacional do Rio de Janeiro, mencionadas na marchinha carnavalesca, visitavam este cine-teatro e se apresentavam, inclusive interagiam com o público no final do espetáculo, dando autógrafos ou simplesmente conversando. Eu, guri, não perdia a visita de um só... também Oscarito, Grande Otelo, Eliana, Adelaide Chiozzo, Nora Ney etc.


Sem TV naquela época, o rádio Philco ficava no canto da sala... lembro-me de minha saudosa irmã Norma fazendo as unhas e ouvindo as novelas da época. Em um certo dia assistíamos aos programas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro... de Miguel Barcellos, Cesar de Alencar... que apresentavam calouros, mas também cantores já consagrados pelo público.


Incrível é ter memória musical... as marchinhas de carnaval antigas cantadas na infância ainda hoje, sem eu tentar lembrá-las, vêm automaticamente à lembrança: "Rio de Janeiro, cidade que me seduz, de dia falta água, de noite falta luz!"... "É dos carecas que elas gostam mais"... "No baile do clube do funga-funga, jogaram um negócio no salão"... "Linda Pepita de Guadalajara, mora em frente do quartel"... e dezenas de outras...


No início dos anos 70, quando trabalhei em Brasília, gostava de visitar o "Catetinho", construído de madeira em 1956, que foi a primeira residência do Presidente da República, Juscelino.  E se cantava, antes disso: 
"Dizem, é voz corrente, que em Goiás será a nova capital... Leve tudo pra lá seu presidente, mas deixe aqui o nosso carnaval..."


Uma marchinha que fazia grande sucesso demonstra que já havia protestos contra o governo... "Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil... Tem saúva na lavoura, tem saúva no quintal, mas onde tem mais saúva é no Distrito Federal... essa é a pior saúva, seu Cabral, que não trabalha e bota a mão no capital..."



Artistas de Hollywood vinham ao Brasil participar do carnaval no Teatro Municipal... Ginger Rogers, Elaine Stewart, Rita Hayworth e outros... e a gente lia as reportagens no O CRUZEIRO.

 

Naqueles anos, que chamam "dourados", fui convidado por minha prima Liana para a sua coroação como rainha do Clube Brilhantes, de Pelotas. Aluguei um smoking e, pena, não tenho foto dessa primeira vez em um baile "chic" nem elegante vestindo um smoking...

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Então, em 1962, aconteceu a minha entrada no Exército de Salvação (foto com minha irmã diante da nossa casa)...



... e eu mudei de tom e cantei com convicção:

"Festas do mundo, adeus, falsos os gozos teus, meu regozijo agora é Deus. Tenho Jesus!"

Então, durante o carnaval participava de retiros espirituais e, uma vez que outra, de reuniões ao ar livre para pregar o Evangelho aos foliões no centro da cidade.
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No início da década de 70, já com o grau de capitão, certa vez em São Paulo eu fazia o trabalho de evangelismo nos bares e restaurantes do bairro Bela vista, oferecendo o nosso jornal "Brado de Guerra" (contra todo o mal)... E de repente entrando em uma fina churrascaria vi em uma sala reservada uma longa mesa repleta de convidados. Reconheci imediatamente a famosa cantora Ângela Maria sentada na ponta da mesa. Imediatamente, dois homens vieram ao meu encontro para "tirar-me dali", nem que fosse à força. Quando pegaram o meu braço, Ângela detêve-os: "Moço, eu quero comprar o seu jornal!". Abrindo sua bolsa (e muitos abrindo a boca!) retirou uma nota e contribuiu.
Nunca me esqueci dessa experiência quando eu fiz Ângela Maria voltar aos seus primórdios como cantora de um coral da igreja batista no Rio de Janeiro.

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Nota:

O carnaval foi instituído pela igreja católica romana... a idéia era "dar lugar à carne" antes de chegar a quaresma, quando deveriam acontecer as penitências antes da semana santa... Veja mais no Google.com

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O poema que escrevi nos anos 90... publicado no meu livro 
"Edificação Diária"

31 janeiro, 2018

Ei-la de novo, EILAT-Israel, à beira do Mar Vermelho.

Minha segunda viagem a Eilat, no sul de Israel, à beira do Mar Vermelho.
Minha primeira viagem... clique no LINK abaixo e fique a par de sua história, contendo inclusive informações bíblicas.

PROCEDIMENTOS NORMAIS



Um procedimento normal no aeroporto de Helsinki... descongelar (deicing) não somente as asas das aeronaves, mas toda ela antes da decolagem.


Mas mencionar procedimento normal, a cada vez que viajo tomo o ônibus na rodoviária de Hämeenlinna que em uma hora me deixa no aeroporto de Helsinki-Vantaa.


Linda a rodovia ao anoitecer coberta de neve nos lados.


Outro procedimento quase normal, quando meu voo é muito cedo pela manhã, é pernoitar no grande aeroporto - expandido larga e ultimamente com as conexões para a Ásia.


 Desta vez, sozinho no setor onde deveria embarcar pela manhã, sentindo-me isolado, caminhei até encontrar "gente"... e, encontrando um rapaz, iniciamos a conversar.  Sabendo-o australiano da cidade de Melbourne - já que o senti muito interessado de eu ter conhecido sua cidade - contei-lhe meu testemunho do ingresso no Exército de Salvação/The Salvation Army, com o impacto do filme "A Hora Final" (On the beach), filmado em Melbourne, que ele prometeu assistir no seu longo voo a Hong Kong. 




Helsinki-Eilat= 04h50 horas de voo.


O aeroporto de Eilat é pequeno e fica no meio do deserto.



Muito vigiado, como tudo em Israel, dão boas-vindas aos turistas, embora é comum sermos bombardeados de perguntas, por motivo de segurança.


Do aeroporto à cidade de Eilat, com duração de 50min,  vislumbramos o deserto do Neguev.


Deserto com rochas e areia, mas também árvores plantadas graças à tecnologia israelense e às profecias que desertos virariam jardins.

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NO HOTEL



Os passageiros do ônibus vão sendo distribuidos de acordo com o seu hotel... assim fomos um dos primeiros a descer, os hóspedes do Hotel Americana.


Um hotel muito bom!!


Em cada porta, um mezuzá:
Mezuzá (do hebraico מזוזה "umbral") é o nome de um mandamento da Torá que ordena que seja afixado no umbral das portas um pequeno rolo de pergaminho (klaf) que contém as duas passagens da Torá que ordenam este mandamento, "Shemá" e "Vehaiá" (Deuteronômio 6:4-9 e 11:13-21). A mezuzá deve ser afixado no umbral direito de cada dependência do lar, sinagoga ou estabelecimento judaico como lembrança do criador. Deve ser posto a sete palmos de altura do chão, apontando para dentro do estabelecimento com a extremidade de cima. Os judeus costumam beijar a mezuzá toda a vez que se passa pela porta, para lembrar das orações que estão contidas ali dentro e os princípios do judaísmo que elas carregam.
Na tradição, as mezuzot (plural de mezuzá) dos judeus asquenzitas são posicionadas a um ângulo, enquanto os judeus sefarditas posicionam as suas mezuzot verticalmente.



À disposição em cada quarto, fora a Coca Zero...


Flores, as mais diversas, em cada canto...














Os pardais chegam perto sem medo...


Bananeiras ornamentais


Cactus, naturalmente.


A grande piscina, lugar bem frequentado... mas não dentro dela...



Quanto muito, molhar os pés, pelo frio...


Banho de sol, isto sim, repondo ao natural a vitamina D.


A sauna "finlandesa", meio pobre, mas o jacuzzi, excelente!


O agora cara de indiano gostou e frequentou.


Palmeiras sem fim...


Até uma pequena sinagoga no hotel.



O encontro com um irmão em Cristo finlandês que gerou muitos papos evangélicos ao redor da piscina.


Ele pertence à igreja do pastor brasileiro Roberto Brandão, a quem admira muito, e já marcamos encontrarmo-nos da próxima vez em um culto.


No quarto, assistindo TV... muitas vezes. O filme da vida de Audrey Hepburn... se a artista fosse um pouco pelo menos parecida com ela talvez teria gostado mais.



Uma novela israelense.


Leonardo e Kate... mas preferi vê-los no célebre "Titanic", do qual - pasmem! - se arrenderam de ter participado, li recentemente e me surpreendi.


Alegria passageira... Em uma noite vibrei ligar em uma novela brasileira da Globo, com as legendas em hebraico. Até que em um capítulo tomei conhecimento do tema: "vidas passadas". Como o assunto não bate com minha fé, deletei todas as fotos que tirara. Pena mesmo, pois uma das atrizes conheci e com ela até bati um papo...


Assim, troquei de canal e tentei assistir, sem muito sucesso também, a uma novela em espanhol.


Da janela do meu quarto, a vista de um playcenter.
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VAMOS PASSEAR!


Levando a grana israelense...




Sandálias compradas no RS e meias em Varsóvia ("Eu não bebo" em polonês)...  virei gringo por certo, rsrsrs



Tentando lembrar-me da primeira visita...


Um zoom para ver as bandeirinhas azul e branco.


Um postal da linda Eilat.



Deste símbolo do depto. de turismo eu me lembrava desde a primeira visita a Israel, em 1986, com um grupo de oficiais americanos.



As montanhas são um show!


Elas podem ser vistas de cada lugar da cidade.


Belezas não só naturais, mas arquitetônicas também.



E eis que em um certo passeio, vi-me em meio a uma maratona tradicional na cidade.




Foi a vez de me lembrar do meu querido filho Aaron (nome judeu)...



... o qual correr maratonas é uma preferência especial.



Em um desses passeios, voltei ao local do hotel onde me hospedara na primeira vez, diante de um aeroporto que faz voos domésticos.


Este velho Douglas fez parte da guerra de independência.


Pena que não consegui ler o hebraico...


Recordo-me dele, pois o via do quarto do meu hotel.
Tentei achar o hotel Dalia, mas não existe mais.


Continuando o passeio,a beleza desta escultura em ferro com pássaros idem.


paulo franke פאולו פרנק
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No Shabat



Informado de que havia uma sinagoga no famoso hotel Rainha de Sabá (Queen Sheba) dirigi-me para lá...



O hotel mais luxuoso da cidade, beleza pura.



Minha visita não coincidiu com o horário do culto, mas me surpreendi mesmo com o fato de que minha entrada foi livre e desimpedida, bastando dizer na portaria que vinha fazer minhas orações.





O que foi pura verdade.







Não quis fotografar o meu "companheiro de oração", um judeu ortodoxo que orava em voz alta em um canto do lugar.


Em vez de voltar do segundo andar para o térreo, como bom brasileiro curioso quis explorar o lugar, tomando antes o elevador panorâmico até o último andar e então voltando para o primeiro andar, agradecendo ao porteiro ao sair.


No dia 27 de janeiro, dia de lembrar do Holocausto, eu estava lá.


Mesmo sem entender, sintonizei o canal que falava do Shoa-Holocausto.


E me lembrei de minha grande amiga, judia brasileira, portando o cartaz "Nós nos lembramos", o que muitos postaram no Facebook.

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CONTINUANDO PASSEIOS






Uma lanchonete de bom-gosto.


De vez em quando, gosto do que leio e fotografo.



"Viva sua vida", o que muitos fazem e outros não.



"Viva agora", da Pepsi.




Interessante e bonito este outro shopping-center.


Quando que o judeu fundador da Citroen, que significa "Limão", imaginaria que seu carro rodaria às centenas pelas rodovias e ruas da moderna Israel? (ver Link abaixo)



Quando que Henry Ford, um anti-semita assumido, imaginaria o mesmo?




E quando que Adolf Hitler, que roubou o projeto do "carro do povo" de um judeu (ver link abaixo), imaginaria que Israel, que ele tentou aniquilar, sobreveria o Holocausto e se ergueria, moderna e belíssima como nação do Primeiro Mundo?



Voltando às flores, no RS um dos nomes para esta flor, que encontramos em profusão em Israel, chamamos de "Beijo de Alemão"...


Brincando, ou falando sério, serão os alemães pedindo perdão às atrocidades que fizeram aos judeus na época nazista?


Indo à beira do Mar Vermelho no sábado, pensei tratar-se de um grupo dançando músicas israelenses, mas quando vi tratar-se de Zumba, só dei uma olhada e me afastei. Se fosse música da terra, certamente me uniria a eles.


Bonito isto: um judeu lê a Torah com seu quipá em pleno ar ivre.


Última olhada no Mar Vermelho.




Não esqueci de comprar de presente para a Anneli cremes para mãos e pés do Mar Morto.

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O RETORNO



E após uma semana bem vivida e aproveitada, chegou a hora do embarque.







O norte do mundo congelado.


Sobrevoando as montanhas com picos nevados da Turquia, visitada em duas ocasiões.


Sério, mas muito grato a Deus por mais esta viagem.
"... Ele nos fez assentar em lugares celestiais em Cristo Jesus."
Efésios 2:6


Quase aterrissando na bela e branca Finlândia.


E tudo voltou ao normal, como mostra esta foto da janela de nossa cozinha.

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L i n k s




A primeira vez em que visitei Eilat:

http://paulofranke.blogspot.fi/2009/03/i-ei-la-formosa-eilat-sul-de-israel.html

http://paulofranke.blogspot.fi/2012/06/citroen-que-significa-limao-meu-carro.html

http://paulofranke.blogspot.fi/2011/01/como-hitler-roubou-o-projeto-do-fusca.html

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